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quarta-feira, 3 de março de 2010

“SENTE O MEDO ... MAS FAZ NA MESMA” – SUSAN JEFFERS (Mª João Carvalho)

Adoro comer e a metáfora culinária dá-me sempre jeito para expor as minhas ideias.

Para mim este é  um livro de receitas. Receitas antigas, sem imagens, mas que funcionam. Claro que hoje todos preferimos livros de receitas com imagens maravilhosas e fotografias passo-a-passo mas este é como o Livro de Pantagruel – para ter em casa e recorrer a ele quando queremos algo mais simples mas que sabemos que funciona.

No entanto, o que eu gosto é que é sobre bacalhau !!, o fiel amigo que todos conhecemos, que todos temos em casa e sobre o qual existem mais de 1001 receitas.

O bacalhau deste livro é o medo. Familiar? Claro!

O que eu também gosto neste livro é que, ao contrário do que muitos outros fazem, não me quer ensinar a não sentir o medo, quer ajudar-me a viver com ele. Diria até que não se tratam de receitas para o enfrentar (embora o possamos fazer) mas para prosseguir apesar dele. A ideia base deste livro é estar preparado para lidar com as consequências dos nossos actos ou com os acontecimentos bons ou maus da vida. Não os podemos evitar mas podemos lidar com eles da melhor forma. Esta ideia não elimina o medo mas dá-nos força para agir apesar dele.

Esta abordagem faz-me sentir mais confortável comigo própria. Já não me sinto tão cobarde. Afinal posso ter medo e fazer o que eu quero na mesma. Posso parar de concentrar as minhas energias em enfrentar o medo e recentrá-las em cumprir o meu elemento, acompanhada pelo fiel amigo medo.

Genial? Não me parece ! Útil? Penso que sim.

 

  

  





Obrigada Mª João pela partilha!

“O ELEMENTO” – KEN ROBINSON (Mª João Carvalho)

Um livro sobre como podemos viver o nosso elemento quando a aptidão (talento) encontra a paixão e a atitude.

“O Elemento” é um livro surpreendente e altamente recomendável.

Eu também sou parte do grande exército de mentes inquietas que consome todo o tipo de livros, vídeos, filmes e conferências sobre auto-ajuda, auto-conhecimento, domínio da mente, conhecimento do outro, técnicas disto, daquilo e daqueloutro, em busca de um equilíbrio interior e de uma harmonia que nos torne mais fortes.

Por causa de nós existe toda uma indústria que nos premeia com centenas de gurus que publicam muitos livros, novinhos em folha, com a receita mais moderna, sofisticada e eficaz de sempre.

Sei que somos uns mais selectivos que outros, uns mais ávidos que outros mas, de forma mais ou menos constante, continuamos a alimentar a indústria que nos alimenta, numa dialéctica que a torna a ela mais gorda e a nós presumivelmente mais “fitted” (preparados?!) – desculpem o anglicismo!

Mas qual de nós (senão os recém chegados à tribo...) é que não sente no fim de cada novo livro “Não aprendi nada de novo mas, ok, é mais uma perspectiva”.

Com “O Elemento” senti que estava a provar algo de novo. Talvez o alimento até nem seja desconhecido mas definitivamente tem um novo sabor, um condimento ou uma especiaria, que sim, sempre existiu, mas que Sir Ken Robinson adicionou de uma forma fresca.

Ele fala de criatividade e de como e porque é que o sistema de ensino nos “desprepara” para a vida. Como ele diz “we grow out of it” ou “we are educated out of it”. A criatividade na vida ajuda-nos a inventar ou reinventar o nosso mundo, aquele em que somos felizes, a viver o nosso elemento.

Sir Ken Robinson ajudou-me  a descentrar a culpa. Estou cansada de livros que me dizem que eu sou a única responsável pelo que sou e pelo que serei. Que se eu não vivo o meu elemento é porque tenho medos que não domino, é porque não procurei motivação e não me esforcei o suficiente. É tudo verdade. Mas não é a verdade toda. Existem forças exógenas que pelo menos preciso conhecer para poder agir de forma diferente. Existe uma sociedade que me tenta modelar para servir interesses que não são os meus.

Segundo Sir Ken Robinson, a arte e a criatividade são essenciais para o nosso equilíbrio. Para que voltemos a ela, quando nos afastámos dela, precisamos de encontrar a nossa tribo. Para mim também não é novo mas definitivamente ele fez uma abordagem nova. Não se limitou a baralhar e tornar a dar. Ele ensinou-me um jogo novo...

Se cada um de vós encontrará neste livro algo de novo? Não sei. Mas sei que é um livro a não perder.

Visite www.sirkenrobinson.com







Obrigada Mª João pela partilha!
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