Um registo de trabalhos, ideias, livros, participações... Partilha de conhecimento e da vontade de «Saber» mais para melhor «Fazer» no processo de «Ser»...
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Toda a gente tira alguma coisa diferente de um livro. Esta opinião é humildemente a minha!
Numa das minhas últimas viagens aos Estados Unidos, comprei vários áudio livros como me é costume. Gosto de aproveitar o tempo que passo no carro cultivando a minha mente sempre que é possível e os áudio livros continuam a ser uma excelente solução para isto.
Um deles foi: «The 3rd Alternative» do Stephen Covey – autor de «Os 7 hábitos das pessoas eficazes».
Estando neste momento a «re-ouvi lo», não pude deixar de recomendar e partilhar.
Acho que é uma abordagem muito interessante a um tema que nos inunda a vida todos os dias : a nossa, a da nossa sociedade, a da nossa família, do nosso trabalho… Como resolver/encarar PROBLEMAS. Problemas que às vezes parecem impossíveis de resolver, conflitos que nos consomem…
A 1ª alternativa é olhar para os problemas desde um mapa… um mapa possivelmente incompleto… o meu mapa – aqui eu só tenho uma alternativa: manipular, forçar, pressionar a que o outro faça como eu digo, eu penso, eu quero. Para eu ganhar provavelmente o outro tem de perder;
A 2ª alternativa é olhar para os problemas desde um mapa… um mapa possivelmente também incompleto… o mapa do outro – aqui eu enfrento exatamente o mesmo problema. Neste caso eu poderia acabar pagando um preço muito alto ao renunciar ao meu ponto de vista.
Provavelmente o outro ganha mas possivelmente eu tendo de perder.
A 3ª alternativa seria a combinação dos 2 mapas. O chegar a uma solução win-win. É a resposta madura de podermos olhar um para o outro e dizer: Vamos fazer um novo mapa. Juntos. Onde esteja a tua visão, a minha visão e a visão da combinação de ambas que é aquela que isoladamente não conseguimos ver encontrando assim a solução não só para resolver o conflito mas também para poder desenhar um futuro melhor.
A 3ª alternativa é a Sinergia no seu melhor. Na sua verdadeira essência.
«Sinergia é quando o todo é maior que a soma das suas partes» (dito por um aluno da 4ª classe de uma Escola Básica da Carolina do Norte, USA)
Com Sinergia nós não resolvemos o conflito. Nós transcendemos o conflito. A força da Sinergia duplica, multiplica as forças.
1+1 é igual a 10, ou a 100, ou a 1000…
Sinergia é paixão, é criação… entusiasma quem a vive, cria e transforma um futuro melhor para quem dela faz parte.
O livro acaba sendo um aprofundamento do principio 6 do livro «Os 7 Hábitos» muito bem conseguido na minha opinião.
Ele menciona no livro vários exemplos interessantes assim como menciona vários dizeres e experiencias vividas por alguns lideres como Gandhi e Mandela.
Fala também de uma filosofia Africana muito interessante: Ubuntu
Para Leymah Gbowee (Liberian peace activist ) a definição de Ubuntu é: «Eu sou o que sou por causa do que Todos somos».
Ubuntu – nós não existimos isoladamente. A pessoa com ubuntu ve os outros, não teme ninguém, atua tendo em conta, respeitando o outro. Existe num Todo e por isso qualquer ofensa ou mau trato a um qualquer ser humano a afeta a ela também. Definição de Ubuntu na Wikipedia
imagem : Wook - neste link pode ver um resumo do livro
Quando surge a mudança nem sempre estamos preparados para ela...
Mas naturalmente o processo da gestão da mesma começa e ciclicamente repete-se:
Busca de novas oportunidades, ou de adaptação, preparação para agir, acção, várias tentativas diferentes, várias mudanças ... e sempre com o mesmo objectivo manter as coisas boas da Vida...
Mudar...
A gestão da mudança é um dos temas mais desafiantes nos dias de hoje.
Nunca foi tão difícil antecipar a mudança como actualmente, em que o contexto varia de forma vertiginosa e esta é a única constante.
Como lidamos com a mudança nos planos pessoal e profissional? E a nossa equipa? Como nos preparamos para desafios diferentes?
Creio que devem conhecer a fantástica fábula de Dr. Spencer Johnson - «Quem mexeu no meu queijo» - sobre como lidar com a mudança.
Trata-se da história de dois ratinhos e dois pequenos duendes que vivem num labirinto e que dependem de queijo para se alimentarem e serem felizes. Como habitavam uma casa cheia de queijo, viviam muito contentes até ao belo dia em que o queijo desaparece…
O é o queijo?
Os nossos Sonhos, a nossa ambição, os nossos objectivos, o nosso emprego, o nosso casamento, o novo sócio que procuramos, no fundo tudo aquilo que nos move, nos motiva.
O que queremos alcançar varia de pessoa para pessoa, e no contexto organizacional, de empresa para empresa.
À semelhança das personagens desta história, numa equipa todos os elementos são diferentes. A diversidade é obviamente desejável, mas o facto de lidarmos com características diferentes, com personalidades mais simples ou mais complexas, com os nossos próprios estados anímicos variáveis, exige que tenhamos sempre presente que o queijo de cada um e em cada momento é distinto e que quer na equipa como em momentos diferentes das nossas vidas ou ainda do mercado:
- uns pressentem a mudança à distancia,
- outros são orientados pela acção,
- alguns recusam e resistem à mudança,
- e outros precisam de tempo para se adaptarem e reconhecerem que a mudança os conduz a algo melhor.
As pessoas são feitas de convicções, de crenças e plenas de emoção.
Algumas funcionam na base do erro/tentativa, umas são proactivas, outras tipicamente seguidoras, e isso repercute-se nos seus comportamentos e nas suas acções.
Perante a mesma adversidade reagimos de maneiras diferentes:
Um dia um avô é interrogado pela sua neta sobre as dificuldades que nos apresenta a vida, sobre as adversidades e as atitudes perante elas…
O avô silenciosamente e em resposta pegou numa cenoura, um ovo e grãos de café colocando cada um em água a qual colocou a ferver… e deixou ferver…
Perante a mesma adversidade, a água quente, o avô contou as diferentes reacções:
A cenoura que era dura, de cor forte a adversidade deixou mole e descolorida – tal como a alguns acontece quando a adversidade lhes rouba os seus sonhos e as suas fortalezas, o seu «brilho»;
o ovo que entrou com um exterior protector e forte o suficiente para proteger o seu interior, a adversidade tornou duro interiormente, tal como aqueles que passando pela adversidade endurecem os seus «corações»;
o café no meio da adversidade deixou cor, um cheirinho maravilhoso e um legado… uma boa taça de café, tal como aqueles que perante a adversidade não perdem a sua essência e deixam algo construído, aprendido, um legado!
O que somos nós? Como reagimos nós? E a nossa equipa?
Nesta fábula de Dr. Spencer Johnson, o labirinto representa o mundo real, o mercado em que estamos inseridos, o desenvolvimento da tua organização aqui e os caminhos que temos que procurar e percorrer para chegar às nossas metas, aos nossos objectivos.
O desafio que se coloca às empresas e às equipas em geral é descobrirem o seu caminho no labirinto, no exigente enquadramento actual.
Frequentemente ouvimos:
«Fazemos tudo como sempre fizemos e agora as coisas não melhoram.»
Pois… o que no passado nos levou de A a B, não nos leva jamais de C a D!
Isto aplica-se dentro das organizações de Marketing de Rede e para o mercado o Marketing de Rede também pode ser um dos caminhos alternativos, uma oportunidade para ser a solução como novo plano de acção, para encontrar novo queijo.
Se não mudarmos, se não repensarmos e ajustarmos os modelos de negócios, se não lançarmos novas e distintas iniciativas, corremos o risco de sermos esmagados pela «concorrência», pela mudança.
O mercado está a mudar, os clientes tem necessidades distintas a cada dia, as pessoas tem necessidades distintas a cada dia
O desafio é ter a capacidade de antecipar e dar respostas a essas necessidades ou ainda criar novas necessidades. Se não sairmos da zona de conforto, jamais conseguiremos coisas diferentes.
No Marketing de Rede o labirinto também mudou – ele foi um dia finais da década de 50 a criação de novos labirintos que ao longo do tempo estava cheio de queijo… hoje também sente a mudança… também necessitou desde a utilização de mais e melhores meios de comunicação, internet, de mais criatividade na hora de atrair e recompensar os seus participantes.
O labirinto muda também necessitando uma nova atitude da nossa parte quando participamos num projecto empreendedor (por exemplo Marketing de Rede) - por vivermos uma cultura essencialmente com uma mentalidade de assalariado, um projecto com princípios de livre empresa e livre iniciativa, com a máxima expressão de liberdade exige a máxima necessidade de responsabilidade e empreendedorismo.
Se mexem no nosso queijo (que podem ser os nossos sonhos, ambições, empregos, mercado…), é absolutamente urgente encontrar queijo novo…
Descobrir novo queijo?
A atitude, a motivação, a auto confiança e o compromisso são determinantes para agilizar qualquer processo de mudança sendo portanto fundamental
- promover o envolvimento e a participação de todos os elementos da equipa em actividades
- apoiar os mais resistentes à mudança ou os que necessitam de mais tempo do nível de segurança que eles apreciam ,
- contar activamente com os seguidores comprometidos para fazer acontecer o plano de crescimento
- e estimular os orientados pela acção e mais empreendedores para serem agentes da mudança, líderes activos .
Estes são factores críticos de sucesso para o desempenho que é esperado das Equipas – é importante que todos estejam comprometidos com um fim – encontrar mais e melhor queijo.
Nos tempos que correm, no Marketing de Rede, lá fora no mercado como empresa ou como empregado, é importante estarmos preparados para mudar muitas vezes, para mudar mais depressa, redefinir e ajustar frequentemente metas e objectivos, explorar novas áreas no labirinto procurar mais e melhor novo queijo…
A gestão desta mudança é fundamental e deve ter uma atenção constante – pois cada vez mais em todas as situações nos vão mexer mais no nosso queijo.
Isto pode ser na forma como estão a fazer os vossos trabalhos, no ritmo com que o fazem, a vossa atitude ou das vossas equipas, a gestão do tempo e qualidade do vosso conhecimento e desenvolvimento pessoal…
Adoro comer e a metáfora culinária dá-me sempre jeito para expor as minhas ideias.
Para mim este é um livro de receitas. Receitas antigas, sem imagens, mas que funcionam. Claro que hoje todos preferimos livros de receitas com imagens maravilhosas e fotografias passo-a-passo mas este é como o Livro de Pantagruel – para ter em casa e recorrer a ele quando queremos algo mais simples mas que sabemos que funciona.
No entanto, o que eu gosto é que é sobre bacalhau !!, o fiel amigo que todos conhecemos, que todos temos em casa e sobre o qual existem mais de 1001 receitas.
O bacalhau deste livro é o medo. Familiar? Claro!
O que eu também gosto neste livro é que, ao contrário do que muitos outros fazem, não me quer ensinar a não sentir o medo, quer ajudar-me a viver com ele. Diria até que não se tratam de receitas para o enfrentar (embora o possamos fazer) mas para prosseguir apesar dele. A ideia base deste livro é estar preparado para lidar com as consequências dos nossos actos ou com os acontecimentos bons ou maus da vida. Não os podemos evitar mas podemos lidar com eles da melhor forma. Esta ideia não elimina o medo mas dá-nos força para agir apesar dele.
Esta abordagem faz-me sentir mais confortável comigo própria. Já não me sinto tão cobarde. Afinal posso ter medo e fazer o que eu quero na mesma. Posso parar de concentrar as minhas energias em enfrentar o medo e recentrá-las em cumprir o meu elemento, acompanhada pelo fiel amigo medo.
Um livro sobre como podemos viver o nosso elemento quando a aptidão (talento) encontra a paixão e a atitude.
“O Elemento” é um livro surpreendente e altamente recomendável.
Eu também sou parte do grande exército de mentes inquietas que consome todo o tipo de livros, vídeos, filmes e conferências sobre auto-ajuda, auto-conhecimento, domínio da mente, conhecimento do outro, técnicas disto, daquilo e daqueloutro, em busca de um equilíbrio interior e de uma harmonia que nos torne mais fortes.
Por causa de nós existe toda uma indústria que nos premeia com centenas de gurus que publicam muitos livros, novinhos em folha, com a receita mais moderna, sofisticada e eficaz de sempre.
Sei que somos uns mais selectivos que outros, uns mais ávidos que outros mas, de forma mais ou menos constante, continuamos a alimentar a indústria que nos alimenta, numa dialéctica que a torna a ela mais gorda e a nós presumivelmente mais “fitted” (preparados?!) – desculpem o anglicismo!
Mas qual de nós (senão os recém chegados à tribo...) é que não sente no fim de cada novo livro “Não aprendi nada de novo mas, ok, é mais uma perspectiva”.
Com “O Elemento” senti que estava a provar algo de novo. Talvez o alimento até nem seja desconhecido mas definitivamente tem um novo sabor, um condimento ou uma especiaria, que sim, sempre existiu, mas que Sir Ken Robinson adicionou de uma forma fresca.
Ele fala de criatividade e de como e porque é que o sistema de ensino nos “desprepara” para a vida. Como ele diz “we grow out of it” ou “we are educated out of it”. A criatividade na vida ajuda-nos a inventar ou reinventar o nosso mundo, aquele em que somos felizes, a viver o nosso elemento.
Sir Ken Robinson ajudou-me a descentrar a culpa. Estou cansada de livros que me dizem que eu sou a única responsável pelo que sou e pelo que serei. Que se eu não vivo o meu elemento é porque tenho medos que não domino, é porque não procurei motivação e não me esforcei o suficiente. É tudo verdade. Mas não é a verdade toda. Existem forças exógenas que pelo menos preciso conhecer para poder agir de forma diferente. Existe uma sociedade que me tenta modelar para servir interesses que não são os meus.
Segundo Sir Ken Robinson, a arte e a criatividade são essenciais para o nosso equilíbrio. Para que voltemos a ela, quando nos afastámos dela, precisamos de encontrar a nossa tribo. Para mim também não é novo mas definitivamente ele fez uma abordagem nova. Não se limitou a baralhar e tornar a dar. Ele ensinou-me um jogo novo...
Se cada um de vós encontrará neste livro algo de novo? Não sei. Mas sei que é um livro a não perder.
´´É fácil no mundo
viver de acordo com a opinião do mundo;
É fácil na solidão
viver de acordo com a sua própria;
Mas a grandeza está
em quem no meio da multidão
sabe conservar com perfeita doçura a Independência da Individualidade.´´
Emerson