Em resumo:
A Lebre e a Tartaruga deixaram-nos várias mensagens…
Com um ritmo lento… e estável se vence a corrida.
Mas…
Um ritmo Rápido e Constante vai sempre vencer o Lento e Estável.
E …
Primeiro deve identificar os seus recursos, crenças e competências e depois alterar o plano de acção de forma a ser potenciado pelos mesmos.
Assim como:
Quando temos um objectivo ou meta para alcançar e definimos uma estratégia ou plano de acção, é bom ser individualmente brilhante e ter fortes competências, mas a menos que você seja capaz de trabalhar em equipa (ou de pedir ajuda quando necessário), aproveitando as competências de cada um, você sempre terá resultados abaixo da média, pois sempre haverá situações em que você vai fazer pior e alguém faz melhor.
Recordar:
Na vida, quando enfrentamos fracassos, às vezes é apropriado trabalhar mais e esforçarmo-nos mais. Às vezes é apropriado mudar de estratégia ou plano de acção e tentar alguma coisa nova. Algumas vezes é apropriado fazer ambas!
As Metas e Objectivos devem estar em cimento, os Planos de Acção e Estratégias devem estar em areia.
Assim como:
Quando paramos de competir com um rival e em contrapartida passamos a competir com uma situação, obtemos de longe melhores resultados.
(Ex. Roberto Goizueta – CEO, 80´s, Coca Cola)
A lebre e da tartaruga ensinaram-nos muitas coisas:
Nunca desista quando enfrenta um fracasso – não existem fracassos apenas resultados!
3 R´s - Retira-te, Renova-te e Regressa sempre que necessário para reavaliar Resultados e redefinir o Plano de Acção e Estratégias.
Um ritmo Rápido e Constante sempre vencerá o Lento e Estável.
Trabalhe para e com as suas competências.
Compita com as situações não com os rivais.
Aliar recursos e trabalhar em equipa (ou saber pedir ajuda) sempre vencerá os resultados individuais.
Assim como:
Que um objectivo preciso é o ponto de partida de todo o resultado
O Objectivo é como uma lupa.
Ele focaliza as suas energias num ponto… e o fogo do sucesso, não tarda a atear-se.
Construamos mais e melhores equipas connosco mesmos e com os outros!
Tenham sucesso…
… vocês sabem como fazê-lo!
Carina Cadima
Março 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Onde estou?
Onde estou? Para onde vou?
Para sabermos para onde nos dirigimos é importante percebermos qual é o ponto de partida, qual o nosso estado actual e encontrarmos um ponto de alavancagem para darmos os 1ºs passos.
É importante perceber se estamos com a nossa vida a rodar suavemente ou aos «trancos e barrancos»… se a estamos a viver como um trapezista experiente caminhando no seu trapézio ou como um bêbado após o 10º trago….
Em tempos de crise e na nossa sociedade a pressão por obter resultados rápidos é grande e constante.
… e para obter esses resultados o 1º desafio é encontrarmos respostas para perguntas como:
Como anda a minha vida? Em que áreas estou a investir o meu tempo? Em que áreas devo prestar mais atenção? Estou feliz com os meus resultados? Nas diferentes áreas da minha vida? Onde devo focar a atenção para o equilíbrio que proporciona uma Vida prospera?
Em Coaching há uma ferramenta muito utilizada para definição deste estado – a Roda da Vida.
Resultado de uma pesquisa sobre a origem da Roda da Vida, é interessante os muitos e diferentes usos deste princípio, desta ferramenta.
Por exemplo na área espiritual encontramos A Roda da Vida (sânsc. Bhavachakra), também conhecida com a Roda da Existência, Roda do Devir e do Vir-a-ser, foi criada pela extinta escola Sarvastivada, precursora do buddhismo Mahayana. Este diagrama geralmente é encontrado nas portas de entrada dos mosteiros tibetanos. Suas ilustrações representam simbolicamente os doze elos da existência interdependente, os seis reinos da existência cíclica e os três venenos da mente. Segundo a tradição, a Roda da Vida foi desenhada pela primeira vez na época do Buddha Shakyamuni. Depois de pedir um conselho ao Buddha, o diagrama teria sido desenhado por ordem do rei Bimbisara de Magadha. Ele o enviou ao rei Udayana em retribuição a um manto de jóias preciosas que tinha recebido de presente. O rei Udayana teria atingido uma profunda realização espiritual após estudar este diagrama.
Encontrei que a Roda da Vida é uma ferramenta, baseada no Baguá, a ferramenta usada pelo Feng Shui para analisar o equilíbrio de uma casa ou ambiente. O Baguá divide-se em oito áreas: trabalho, amigos, criatividade, relacionamentos, sucesso, prosperidade, família, espiritualidade que são as áreas, mais ou menos, sugeridas a serem trabalhadas numa 1ª Roda da Vida pessoal – isto porque pode criar a mesma ferramenta para uma empresa, uma família, um projecto…
Esta ferramenta é também muito utilizada por profissionais de psicologia - por alguns chamada de Teia - Teia Familiar, Teia Pessoal...
Com a Roda da Vida pretendemos encontrar as áreas mais negligenciadas para passarmos a dar-lhes alguma atenção e as potenciadoras de resultados transversais a toda a roda – Ponto de Alavancagem.
1º os 8 lados da roda recomendados são os que vê nas imagens e referem-se às respostas das seguintes questões:
Carreira/Trabalho: Você gosta do trabalho que faz? Tem evoluído dentro dele ou considera-se estagnado? Sente-se reconhecido?
Divertimento/Recreação: Você tem algum hobby ou actividade criativa? Faz alguma actividade que lhe dê prazer pessoal (como praticar um desporto por prazer, coleccionar selos, jardinagem etc.)? Diverte-se? Assiste / vai / faz as coisas que lhe dão prazer (cinema, teatro, pintar, viajar, escrever…)?
Relacionamentos: Você está satisfeito com os seus relacionamentos pessoais no trabalho e em casa ou com o seu companheiro/a? Sente que os seus relacionamentos o fazem mais feliz e que são enriquecedores? E o relacionamento consigo mesmo? Com os seus filhos? Você tem amigos íntimos, com quem possa compartilhar quando precisa? Sua vida social está de acordo com o que você deseja?
(este poderá ser divido, se para si fizer mais sentido, em relacionamentos gerais e família com amigos íntimos)
Romance: Você está satisfeito com o seu relacionamento amoroso – ou com o fato de estar sozinho, se estiver? Existe a chama da paixão na sua vida?
Dinheiro: O nível de vida que tem é satisfatório para você? Você sente-se próspero ou dinheiro é algo que a/o angustia? Existe algum objectivo por alcançar por falta de dinheiro?
Saúde: Como está sua saúde? Sente-se bem? Sente-se com energia? Sente-se «jovem»? Está a cuidar de si?
Desenvolvimento Pessoal e Espiritualidade: Sente-se feliz com a sua evolução pessoal? Você tem alguma prática que considere espiritual – mesmo que não seja ligada à uma religião formal? Essa prática é satisfatória para você?
Ambiente Físico: Está confortável e satisfeito com o ambiente físico que o rodeia? Que tem no trabalho? As condições de sua casa? As condições de onde passa os seus tempos livres?
Esta é apenas uma sugestão. Convido-vos a que renomeiem cada segmento se fizer mais sentido para vós… Aqui temos 8 mas se tiver mais lógica para si que tenha 9 ou 10 … desenhe a Roda como a si faz sentido!
Marcando o nível de satisfação pode perceber o «estado actual da sua Vida». Pode verificar se está equilibrada ou se a sua roda tem falhas…
Afinal de contas a vida não é só diversão, não é só trabalho, não é só amigos, não é só amor, não é só família, não é só espiritualidade … mas sim o equilíbrio perfeito destas áreas todas…
Uma colcha de retalhos… como está a sua? Bonita? Colorida? Sem rasgões?
Agora reflicta um pouco e perceba qual a área neste momento que pode ter resultados impactantes transversalmente nas demais áreas….
Esse será o seu Ponto de Alavancagem.
É famosa a história contada pelo escritor grego Plutarco, de que o genial Arquimedes, cientista grego, ao descobrir as leis das alavancas dizia:
«Dêem-me um ponto de apoio e eu levantarei o Mundo.»
Proponho que definam um objectivo a curto/médio prazo, para esta semana ou este mês.
O que poderá fazer para potenciar essa área – com o objectivo de afectar positivamente as demais?
Qual o 1º passo que está disposto a dar para equilibrar a sua «Roda da Vida»?
Carina Cadima
créditos fotos: google images, criação/montagem das rodas: vida e liderança - Nuno Q
terça-feira, 9 de março de 2010
Interessemo-nos pelo Futuro, HOJE!
Interessemos-nos pelo Futuro, Hoje!
Assim caminharemos com mais segurança em direcção a ele!
O sociólogo Alvin Tofler, no seu livro: “O choque do Futuro”, tem uma frase que é, mais, um pedido; diz ele:
«O Mundo precisa de pessoas que tenham o futuro na medula dos ossos.»
Qual é a nossa atitude perante o futuro? Há dois pontos extremos: Aquela pessoa que, ensimesmando-se no seu próprio passado, anda de costas para o futuro e a outra que, interessando-se pelo futuro, cria as suas próprias circunstâncias.
Porque, tal como disse o escritor Charles Kettering: «Estou muito interessado no meu futuro, porque é vai ser nele que vou passar o resto da minha vida.»
Logicamente, não podemos controlar totalmente o nosso futuro, porque há circunstâncias imprevisíveis que podem alterar o que esperamos dele, mas podemos orientar a nossa própria atitude para os anos vindouros.
Mantenhamos os pés no hoje, mas deixemos que a nossa mente não tema e aponte, confiante, para o amanhã.
Sigamos este impulso positivo:
Interessemo-nos pelo Futuro, Hoje!
Assim caminharemos com mais segurança em direcção a ele!"
- in «100 Impulsos Positivos» - Eduardo Criado
- O que pode fazer hoje para aumentar o seu interesse pelo seu futuro?
- Tem a sua visão e missão claras?
- Já definiu os seus objectivos e sonhos?
- As suas metas estão escritas? A curto prazo? E a médio? E a longo?
- Qual é o seu Plano de Acção?
Preparado para agir?
Agora é o momento!
---
Carina Cadima
Criado para S-POWER Club Blog
Tema
* Tema escolhido: Interessemo-nos pelo Futuro, Hoje!
* Motivo da escolha: porque realmente precisamos! Porque o S-Power club é olhar para o futuro (integrando o passado e vivendo o presente)
* Livros/ Sites/ Material de Pesquisa:
- Extraído do livro «100 Impulsos Positivos» - Eduardo Criado
Photos credits: Imageharmony.com; google images
segunda-feira, 8 de março de 2010
4 Fases
Nos negócios, a nossa vida, projectos e até mesmo relacionamentos… vamos flutuando entre 4 fases:
1- Criativa
2- Administrativa
3- Critica
4- Morte
Não é fácil... mas cada vez é para mim mais claro que aí está o segredo… em nos mantermos nessa fase criativa sempre.
Criatividade na vida representa a «criança», e o «jovem» … que quer aprender, que cria, que imagina e sonha… constrói…
O «jovem adulto» começa a administrar a sua falta de dinheiro, os seus conhecimentos, as suas prestações e desamores…
… e o adulto que julga já não depender dele os resultados, que se frustrou e perdeu o horizonte critica o que o rodeia
… e por fim a única diferença entre um morto e um homem é a temperatura do corpo…
A Criativa é a paixão e a ilusão do ser amado, a «pseudo-segurança e pose» «administra» o Amor, a falta de respeito crítica e aí… não sobra mais nada
Walt Disney foi um Homem absolutamente fantástico!
A sua estratégia era absolutamente genial… ele era capaz de ser o Sonhador, o Fazedor e o Critico… tudo no mesmo projecto mas inevitavelmente a sua essência era a de um Sonhador, de um Criativo!
Só assim se podem construir «obras vivas» como ele nos deixou…
Em que fase me encontro?
Estou na etapa criativa? A Trabalhar? A estudar? A Amar? Concentrada no Hoje, no Aqui e no Agora? Presente, Aberta, Alerta e Conectada?
Ou encontro-me a ordenar, a administrar… a ver o Mundo passar?
Escondo-me atrás dos meus medos e frustrações criticando aquilo que acontece e aqueles que me rodeiam?
… ou já perdi o sentido da minha existência? Ou já morreu a IDEIA que um dia me roubou alegremente o sono e me arrancou facilmente sorrisos?
Carina Cadima
imagens: google.com
1- Criativa
2- Administrativa
3- Critica
4- Morte
Não é fácil... mas cada vez é para mim mais claro que aí está o segredo… em nos mantermos nessa fase criativa sempre.
Criatividade na vida representa a «criança», e o «jovem» … que quer aprender, que cria, que imagina e sonha… constrói…
O «jovem adulto» começa a administrar a sua falta de dinheiro, os seus conhecimentos, as suas prestações e desamores…
… e o adulto que julga já não depender dele os resultados, que se frustrou e perdeu o horizonte critica o que o rodeia
… e por fim a única diferença entre um morto e um homem é a temperatura do corpo…
A Criativa é a paixão e a ilusão do ser amado, a «pseudo-segurança e pose» «administra» o Amor, a falta de respeito crítica e aí… não sobra mais nada
Walt Disney foi um Homem absolutamente fantástico!
A sua estratégia era absolutamente genial… ele era capaz de ser o Sonhador, o Fazedor e o Critico… tudo no mesmo projecto mas inevitavelmente a sua essência era a de um Sonhador, de um Criativo!
Só assim se podem construir «obras vivas» como ele nos deixou…
«Disneyland will never be completed. It will continue to grow as long as there is imagination left in the world.» - Walt Disney
Em que fase me encontro?
Estou na etapa criativa? A Trabalhar? A estudar? A Amar? Concentrada no Hoje, no Aqui e no Agora? Presente, Aberta, Alerta e Conectada?
Ou encontro-me a ordenar, a administrar… a ver o Mundo passar?
Escondo-me atrás dos meus medos e frustrações criticando aquilo que acontece e aqueles que me rodeiam?
… ou já perdi o sentido da minha existência? Ou já morreu a IDEIA que um dia me roubou alegremente o sono e me arrancou facilmente sorrisos?
Carina Cadima
imagens: google.com
«Tempestade Perfeita» (Nuno Quelhas)
Na última semana de Fevereiro, passou por nós a “Tempestade Perfeita”! Que excelente notícia! A Tempestade Perfeita é uma espécie de sincronicidade de vários tipos de ocorrências naturais de grande escala, que se aglotinam num determinado ponto e momento e… limpam TUDO o que se lhes passa à frente… ou debaixo… ou de cima… ela vem de todos os lados: do Mar, do ar, da Terra, das nuvens, dos rios, das placas téctonicas… virtualmente de todos os tipos de fenómenos naturais possíveis num período de Tempo! É duro! Claro que sim…! Mas dá agora a oportunidade de recomeçar algo ou inicar um novo processo de construção. De raíz… Poder Sonhar!
Que melhor maneira poderia haver para a Tempestade Perfeita terminar, se não com uma magnífica Lua cheia, a tornar o Mar, agora tão mais sereno mas ainda poderoso… num espelho prateado que inunda os Corações de prazer e coragem! Que linda forma de Fevereiro se despedir de nós… uma Tempestade Perfeita para limpar as últimas energias de 2009… agora que se aproxima o equinócio da Primavera... numa perfeita Lua cheia sobre um Mar poderoso e de prata…
Melhor, só mesmo com um Março a receber-nos com o maior sorriso do mundo e num raio de Sol luminoso e radiante que nos brinda com um mágico arco-iris, cujo pote está em pleno Mar… que visto daquele 4º andar mais parecia ao alcance da mão… a formar-se lentamente diante de nós, como que a indicar uma nova jornada, com uma nova energia! Brilhante…
Se, entre estas duas bençãos, adicionarmos um momento tão intenso quanto breve… daqueles que permanecem e permanecerão no meu Coração para Sempre… um Sentir… um Olhar… um Tocar… Único… Eterno…
Isto, é Excelência! Apreciar os pequenos momentos Perfeitos que temos na Vida!
Que melhor maneira poderia haver para a Tempestade Perfeita terminar, se não com uma magnífica Lua cheia, a tornar o Mar, agora tão mais sereno mas ainda poderoso… num espelho prateado que inunda os Corações de prazer e coragem! Que linda forma de Fevereiro se despedir de nós… uma Tempestade Perfeita para limpar as últimas energias de 2009… agora que se aproxima o equinócio da Primavera... numa perfeita Lua cheia sobre um Mar poderoso e de prata…
Melhor, só mesmo com um Março a receber-nos com o maior sorriso do mundo e num raio de Sol luminoso e radiante que nos brinda com um mágico arco-iris, cujo pote está em pleno Mar… que visto daquele 4º andar mais parecia ao alcance da mão… a formar-se lentamente diante de nós, como que a indicar uma nova jornada, com uma nova energia! Brilhante…
Se, entre estas duas bençãos, adicionarmos um momento tão intenso quanto breve… daqueles que permanecem e permanecerão no meu Coração para Sempre… um Sentir… um Olhar… um Tocar… Único… Eterno…
Isto, é Excelência! Apreciar os pequenos momentos Perfeitos que temos na Vida!
http://www.nunoquelhas.blogspot.com/
quarta-feira, 3 de março de 2010
“SENTE O MEDO ... MAS FAZ NA MESMA” – SUSAN JEFFERS (Mª João Carvalho)
Adoro comer e a metáfora culinária dá-me sempre jeito para expor as minhas ideias.
Para mim este é um livro de receitas. Receitas antigas, sem imagens, mas que funcionam. Claro que hoje todos preferimos livros de receitas com imagens maravilhosas e fotografias passo-a-passo mas este é como o Livro de Pantagruel – para ter em casa e recorrer a ele quando queremos algo mais simples mas que sabemos que funciona.
No entanto, o que eu gosto é que é sobre bacalhau !!, o fiel amigo que todos conhecemos, que todos temos em casa e sobre o qual existem mais de 1001 receitas.
O bacalhau deste livro é o medo. Familiar? Claro!
O que eu também gosto neste livro é que, ao contrário do que muitos outros fazem, não me quer ensinar a não sentir o medo, quer ajudar-me a viver com ele. Diria até que não se tratam de receitas para o enfrentar (embora o possamos fazer) mas para prosseguir apesar dele. A ideia base deste livro é estar preparado para lidar com as consequências dos nossos actos ou com os acontecimentos bons ou maus da vida. Não os podemos evitar mas podemos lidar com eles da melhor forma. Esta ideia não elimina o medo mas dá-nos força para agir apesar dele.
Esta abordagem faz-me sentir mais confortável comigo própria. Já não me sinto tão cobarde. Afinal posso ter medo e fazer o que eu quero na mesma. Posso parar de concentrar as minhas energias em enfrentar o medo e recentrá-las em cumprir o meu elemento, acompanhada pelo fiel amigo medo.
Genial? Não me parece ! Útil? Penso que sim.
Obrigada Mª João pela partilha!
Para mim este é um livro de receitas. Receitas antigas, sem imagens, mas que funcionam. Claro que hoje todos preferimos livros de receitas com imagens maravilhosas e fotografias passo-a-passo mas este é como o Livro de Pantagruel – para ter em casa e recorrer a ele quando queremos algo mais simples mas que sabemos que funciona.
No entanto, o que eu gosto é que é sobre bacalhau !!, o fiel amigo que todos conhecemos, que todos temos em casa e sobre o qual existem mais de 1001 receitas.
O bacalhau deste livro é o medo. Familiar? Claro!
O que eu também gosto neste livro é que, ao contrário do que muitos outros fazem, não me quer ensinar a não sentir o medo, quer ajudar-me a viver com ele. Diria até que não se tratam de receitas para o enfrentar (embora o possamos fazer) mas para prosseguir apesar dele. A ideia base deste livro é estar preparado para lidar com as consequências dos nossos actos ou com os acontecimentos bons ou maus da vida. Não os podemos evitar mas podemos lidar com eles da melhor forma. Esta ideia não elimina o medo mas dá-nos força para agir apesar dele.
Esta abordagem faz-me sentir mais confortável comigo própria. Já não me sinto tão cobarde. Afinal posso ter medo e fazer o que eu quero na mesma. Posso parar de concentrar as minhas energias em enfrentar o medo e recentrá-las em cumprir o meu elemento, acompanhada pelo fiel amigo medo.
Genial? Não me parece ! Útil? Penso que sim.
Obrigada Mª João pela partilha!
“O ELEMENTO” – KEN ROBINSON (Mª João Carvalho)
Um livro sobre como podemos viver o nosso elemento quando a aptidão (talento) encontra a paixão e a atitude.
“O Elemento” é um livro surpreendente e altamente recomendável.
Eu também sou parte do grande exército de mentes inquietas que consome todo o tipo de livros, vídeos, filmes e conferências sobre auto-ajuda, auto-conhecimento, domínio da mente, conhecimento do outro, técnicas disto, daquilo e daqueloutro, em busca de um equilíbrio interior e de uma harmonia que nos torne mais fortes.
Por causa de nós existe toda uma indústria que nos premeia com centenas de gurus que publicam muitos livros, novinhos em folha, com a receita mais moderna, sofisticada e eficaz de sempre.
Sei que somos uns mais selectivos que outros, uns mais ávidos que outros mas, de forma mais ou menos constante, continuamos a alimentar a indústria que nos alimenta, numa dialéctica que a torna a ela mais gorda e a nós presumivelmente mais “fitted” (preparados?!) – desculpem o anglicismo!
Mas qual de nós (senão os recém chegados à tribo...) é que não sente no fim de cada novo livro “Não aprendi nada de novo mas, ok, é mais uma perspectiva”.
Com “O Elemento” senti que estava a provar algo de novo. Talvez o alimento até nem seja desconhecido mas definitivamente tem um novo sabor, um condimento ou uma especiaria, que sim, sempre existiu, mas que Sir Ken Robinson adicionou de uma forma fresca.
Ele fala de criatividade e de como e porque é que o sistema de ensino nos “desprepara” para a vida. Como ele diz “we grow out of it” ou “we are educated out of it”. A criatividade na vida ajuda-nos a inventar ou reinventar o nosso mundo, aquele em que somos felizes, a viver o nosso elemento.
Sir Ken Robinson ajudou-me a descentrar a culpa. Estou cansada de livros que me dizem que eu sou a única responsável pelo que sou e pelo que serei. Que se eu não vivo o meu elemento é porque tenho medos que não domino, é porque não procurei motivação e não me esforcei o suficiente. É tudo verdade. Mas não é a verdade toda. Existem forças exógenas que pelo menos preciso conhecer para poder agir de forma diferente. Existe uma sociedade que me tenta modelar para servir interesses que não são os meus.
Segundo Sir Ken Robinson, a arte e a criatividade são essenciais para o nosso equilíbrio. Para que voltemos a ela, quando nos afastámos dela, precisamos de encontrar a nossa tribo. Para mim também não é novo mas definitivamente ele fez uma abordagem nova. Não se limitou a baralhar e tornar a dar. Ele ensinou-me um jogo novo...
Se cada um de vós encontrará neste livro algo de novo? Não sei. Mas sei que é um livro a não perder.
Visite www.sirkenrobinson.com
Obrigada Mª João pela partilha!
“O Elemento” é um livro surpreendente e altamente recomendável.
Eu também sou parte do grande exército de mentes inquietas que consome todo o tipo de livros, vídeos, filmes e conferências sobre auto-ajuda, auto-conhecimento, domínio da mente, conhecimento do outro, técnicas disto, daquilo e daqueloutro, em busca de um equilíbrio interior e de uma harmonia que nos torne mais fortes.
Por causa de nós existe toda uma indústria que nos premeia com centenas de gurus que publicam muitos livros, novinhos em folha, com a receita mais moderna, sofisticada e eficaz de sempre.
Sei que somos uns mais selectivos que outros, uns mais ávidos que outros mas, de forma mais ou menos constante, continuamos a alimentar a indústria que nos alimenta, numa dialéctica que a torna a ela mais gorda e a nós presumivelmente mais “fitted” (preparados?!) – desculpem o anglicismo!
Mas qual de nós (senão os recém chegados à tribo...) é que não sente no fim de cada novo livro “Não aprendi nada de novo mas, ok, é mais uma perspectiva”.
Com “O Elemento” senti que estava a provar algo de novo. Talvez o alimento até nem seja desconhecido mas definitivamente tem um novo sabor, um condimento ou uma especiaria, que sim, sempre existiu, mas que Sir Ken Robinson adicionou de uma forma fresca.
Ele fala de criatividade e de como e porque é que o sistema de ensino nos “desprepara” para a vida. Como ele diz “we grow out of it” ou “we are educated out of it”. A criatividade na vida ajuda-nos a inventar ou reinventar o nosso mundo, aquele em que somos felizes, a viver o nosso elemento.
Sir Ken Robinson ajudou-me a descentrar a culpa. Estou cansada de livros que me dizem que eu sou a única responsável pelo que sou e pelo que serei. Que se eu não vivo o meu elemento é porque tenho medos que não domino, é porque não procurei motivação e não me esforcei o suficiente. É tudo verdade. Mas não é a verdade toda. Existem forças exógenas que pelo menos preciso conhecer para poder agir de forma diferente. Existe uma sociedade que me tenta modelar para servir interesses que não são os meus.
Segundo Sir Ken Robinson, a arte e a criatividade são essenciais para o nosso equilíbrio. Para que voltemos a ela, quando nos afastámos dela, precisamos de encontrar a nossa tribo. Para mim também não é novo mas definitivamente ele fez uma abordagem nova. Não se limitou a baralhar e tornar a dar. Ele ensinou-me um jogo novo...
Se cada um de vós encontrará neste livro algo de novo? Não sei. Mas sei que é um livro a não perder.
Visite www.sirkenrobinson.com
Obrigada Mª João pela partilha!
terça-feira, 2 de março de 2010
O fim último da vida não é a Excelência! (??)
«Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não
aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e,
apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo
contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade
de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos
anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo,
com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro,
lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores,
explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de
competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades
modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos
pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica
para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho
de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte
no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais
queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma
insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de
humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam
que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!»
O autor deste texto é João Pereira Coutinho , jornalista.
aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e,
apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo
contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade
de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos
anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo,
com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro,
lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores,
explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de
competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades
modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos
pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica
para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho
de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte
no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais
queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma
insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de
humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam
que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!»
O autor deste texto é João Pereira Coutinho , jornalista.
De alguma maneira e em algum lugar, encontrei este texto que me chamou a atenção...
... será que a Excelência não pode também estar nas coisas simples?
Será que a temos necessariamente e unicamente associar a ter mais, a ter muito? Ou simplesmente a melhor?
Ter escola, natação, casa de sonho, emprego, marido perfeito... será sinónimo de Excelência?
Não deixo de concordar com a essência do que ele fala... Concordo! Mas acho que a Excelência pode ser muito mais que isso!...
... e por isso concluo que o fim último de uma vida com Excelência seja a felicidade!
Eye of the Tiger
Eye of the Tiger...
Focus...
Attention...
Concentration...
(Congratulations to the artist: Craig Tracy)
segunda-feira, 1 de março de 2010
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